Brasão Municipal

O Brasão do município de São Miguel Arcanjo foi criado através da Lei nº 387, de 24 de novembro de 1966, com as seguintes características:

Descritivo Heráldico

Escudo samnítico, encimado pela coroa mural de seis torres, de prata. Em campo de bláu, dois anjos afrontados e munidos de trombetas, tudo de ouro; firmada em chefe um pombo de asas estendidas, de prata. Como suportes, a dextra uma haste de arroz e à sinistra uma haste de milho, ambas ao natural, entrecruzadas em ponta, sobre as quaes se sobrepõe um listel de bláu, contendo em letras de ouro o topônimo SÃO MIGUEL ARCANJO.

Simbologia

O escudo samnítico, usado para representar o brasão de armas de São Miguel Arcanjo, foi o primeiro estilo de escudo, introduzido em Portugal, por influência francesa, evocando aqui a raça latina colonizadora e principal formadora da nacionalidade brasileira.

A Coroa Mural, que o sobrepõe, de seis torres, das quais apenas quatro são visíveis em perspectiva no desenho, identifica o brasão de domínio, classificando a cidade que representa na terceira grandeza, ou seja, sede de Município.

A cor bláu (azul) do campo do escudo simboliza em heráldica a justiça, nobreza, perseverança, zelo e lealdade, predicados do povo de São Miguel Arcanjo, testemunhados pelo trabalho eficaz e realizador em prol do engrandecimento de sua cidade.

O conjunto de símbolos contidos no campo do escudo, os arautos angelicais e o pombo da paz, representativo do Divino Espírito Santo, lembram no brasão, o padroeiro da cidade que lhe empresta o nome São Miguel Arcanjo, evocando a frase bíblica: “O anjo do Senhor anunciou a Maria e Ela concebeu do Espírito Santo”.

O metal ouro em que são representados os arautos angelicais, simboliza a força, a fé, a riqueza, o amor, a eternidade e a prosperidade.

O pombo, em heráldica, simboliza o amor santo e puro, a paz conjugal, o ânimo simples e benigno e a doçura, por isso é usado para representar o Divino Espírito Santo.

O metal prata é símbolo da paz, amizade, inocência e pureza. Os ornamentos exteriores, representados pela haste do arroz e milho, lembram os principais produtos oriundos da terra dadivosa e fértil, esteios da economia municipal.